
Antes do concreto, uma casa é medida, orientação e matéria. É a luz calculada em planta, a sombra prevista em corte, a distância exata entre a bancada e a janela. Isso já é a casa, e já está inteira, mesmo quando nada foi construído.
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A pedra assume a face de entrada e o ripado em madeira organiza a transição para o interior, marcando onde a casa deixa de ser fachada. O volume se abre em ângulo, e a chegada acontece de lado, nunca de frente.
Dentro, o estar, o jantar e a cozinha ocupam um vão único, com a circulação atravessando a cozinha em vez de contorná-la. O preparo permanece próximo e o convívio permanece contínuo.
RESIDENCIAL · BRASÍLIA · 2024
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Os volumes se organizam ao redor do quintal, que funciona como elemento de conexão entre a residência e os espaços de convivência. O cobogó terracota se repete em diferentes pontos do conjunto, filtrando luz e criando unidade entre as fachadas.
Na área social, grandes planos de vidro ampliam a relação com o jardim e permitem que interior e exterior funcionem como uma extensão um do outro.
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A pedra define a base, enquanto a madeira estrutura e aquece a cobertura. O encontro entre os dois materiais organiza a composição e reforça a horizontalidade do espaço.
A profundidade do beiral mantém a madeira em sombra durante as horas altas. O volume superior fica leve sobre a base, e a base permanece assentada.
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O corte isométrico mostra o ambiente inteiro de uma vez: altura de bancada, largura de circulação, posição de tomada e o encontro entre revestimento e marcenaria.
É o desenho que o cliente entende sem legenda e que a obra executa sem dúvida — a mesma peça resolve aprovação e canteiro.